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Investir na agricultura pode ser mais fácil com a bolsa de terras

Bolsa de terras – uma solução para empreendedores agrícolas

O governo queria lançar o Banco Nacional de Terras que iria concentrar todo o património rústico do Estado para arrendar a quem quisesse dedicar-se à agricultura. Mas na Assembleia da República, PCP, Bloco de Esquerda e PSD chumbaram o projecto.

Um projecto que pretendia ainda que os proprietários que fizessem voluntariamente o cadastro ficariam isentos de taxas nas conservatórias. A actual Bolsa Nacional de Terras seria integrada na nova estrutura.

 

A criação do Banco Nacional de Terras, vai ser aproveitada pelo governo para fazer ou actualizar o cadastro dos imóveis rústicos. Os proprietários vão ter incentivos para o fazer que se traduzem em isenções no pagamento de taxas e emolumentos.

Outro dos objectivos, é disponibilizar a terra abandonada para a produção agrícola. Algo que já se faz com a actual Bolsa Nacional de Terras que será integrada no Banco. Actualmente, a Bolsa integra todo o tipo de terrenos que possam ser utilizados na agricultura. Sejam do Estado central, das autarquias, do sector empresarial público mas também de particulares. Estes, têm sido dos maiores utilizadores da Bolsa de Terras, usando-a para disponibilizar os terrenos de que são proprietários quer para venda quer para arrendamento.

Nos vários departamentos do Ministério da Agricultura ainda há mais terrenos, o mesmo acontecendo noutros ministérios. Até agora, os resultados ficaram aquém do pretendido. Alguns ministérios identificaram imóveis, outros não, e no fim, pelas mais diversas razões, os terrenos continuaram nas mãos das tutelas sem serem disponibilizados. Esforço que poderá ser feito agora no futuro banco.

A Bolsa Nacional de Terras foi criada em Maio de 2013. Desde então, foram transaccionados, mais de 5.000 hectares com um volume de negócios de 20 milhões de euros. Este valor, adiantado à nossa reportagem por fonte da do Ministério da Agricultura, reflecte bem a importância que esta entidade tem tido na afectação de novas áreas de cultivo. No entanto, será possível conseguir mais com, por exemplo, “uma maior divulgação sobretudo junto dos proprietários. Temos noção que é onde há mais desconhecimento da Bolsa de Terras e das vantagens que oferece”, adiantou à Empreendedores a mesma fonte. O sistema prevê “incentivos fiscais e técnicos quer para proprietários quer para os interessados na terra”, adiantou. Exemplo disso, é a redução em “75% dos custos de registo na Conservatória”. Na área técnica, há garantias que no caso de um jovem agricultor, há preferência na análise da candidatura.

Recorde-se que o conceito de jovem agricultor teve uma ligeira alteração. Se até há pouco tempo era considerada a idade de 40 anos completos, agora os “40 são considerados até à véspera de concluir os 41 anos”.

Abel Claudino, um dos agricultores contemplados na Bolsa de Terras, em Elvas, distrito de Portalegre

Outro incentivo, que embora esteja na lei ainda não se encontra em vigor, será “uma redução do IMI rústico entre os 50 e os 100%”. Contudo, esta medida está dependente da reavaliação que as Finanças ainda não fizeram dos imóveis.

No actual quadro da Bolsa de Terras, os “jovens que arrendaram os imóveis do Estado beneficiaram de uma isenção do pagamento de renda durante os primeiros dois anos”, adiantou ainda a nossa fonte à “Empreendedores”.

Sobre a futura integração da Bolsa no novo Banco de Terras, o mesmo responsável do Ministério da Agricultura, deixa bem clara a separação que será efectuada: “o banco, será única e exclusivamente para integrar o património fundiário do Estado central. A Bolsa, embora integrada na mesma estrutura, irá continuar a disponibilizar as terras dos privados que as queiram colocar na plataforma, terrenos das autarquias e do sector empresarial do Estado”.

Perante a situação do pacote legislativo, resta agora esperar por futuras alterações.

Como funciona a Bolsa

Há 241 entidades gestoras da rede em Portugal Continental. Estas entidades são, na sua maioria associações de agricultores e autarquias. É por esta via que é feita a angariação de terras. Curiosamente, o distrito de Portalegre é o único em todo o território que tem apenas uma entidade gestora, que é a Associação de Agricultores de Portalegre, filada na CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal).

Estas entidades foram reconhecidas pelo Ministério da Agricultura para facultarem informação e colaborarem com os interessados nas diferentes pesquisas.

A inserção dos dados das terras pode ser feita pelos próprios e a partir daí o contacto é efectuado directamente entre aqueles e os interessados em comprar ou arrendar. A Bolsa é apenas o facilitador. Toda a transacção entre privados é da sua exclusiva responsabilidade.

Quanto a custos, a Bolsa prevê uma taxa de custo de gestão, mas que esteve suspensa. Deverá começar a ser aplicada num valor equivalente a “1% do valor da transacção em caso de arrendamento e de 0,2% se se tratar de uma venda”, segundo Nuno Russo. Estes valores são pagos pelo proprietário e revertem para as entidades gestoras.

No que respeita a critérios de acesso, qualquer pessoa, nacional ou estrangeira, pode adquirir ou arrendar a terra, seja de privados, seja do Estado, não existindo qualquer tipo de constrangimento.

Actualmente, o perfil de candidatos é maioritariamente de jovens que representam mais de 50% da procura. Aliás, “todos os dias a Bolsa é contactada por interessados que se querem dedicar à agricultura. O nosso défice de divulgação é junto dos proprietários”, assegura o mesmo responsável.

O financiamento é habitualmente uma das dificuldades apontadas, sobretudo por muitos empreendedores, nas mais diversas áreas de negócio. Sendo isso verdade, neste caso, “é o acesso à terra o maior entrave ao início da actividade”. No que respeita à procura de financiamento, a Bolsa de Terras não desempenha qualquer papel “já que este é assegurado pelas associações de agricultores”, garante a mesma fonte.

O Alentejo tem uma grande concentração de procura dadas as grandes extensões dos terrenos, potenciadas com a área de influência do Alqueva. Aqui “criaram-se oportunidades de negócio, seja por via da venda, das parcerias, permutas e arrendamento. Castelo Branco é um distrito com muita terra entregue com grande enfoque no segmento florestal”. No que respeita a parcerias com autarquias, a “região norte é muito desenvolvida”, acrescentou.

Ainda do lado dos proprietários, uma questão preocupante é o preço da terra. Ou seja, “há, muitas vezes desconhecimento por parte dos donos de qual o valor do seu terreno. E isto varia de região para região, além de outros factores que influenciam o preço. A nossa ideia é, em breve, poder apresentar relatórios dos preços fundiários de modo a facultarmos dados que sirvam como indicadores”.

Para mais informações, consulte www.bolsanacionaldeterras.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

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É já no próximo Domingo que é apresentado publicamente o livro ““Senhor Jesus da Piedade de Elvas – História de uma Devoção”.

Um livro surpreendente da autoria de Tânia Morais Rico que chega a poucos dias do inicio das festas em Honra do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, no Alto-alentejo.

Uma obra que alia a tradição às novas tecnologias com conteúdos adicionais.

Tânia Morais Rico – Autora do livro

O livro é a História de uma Devoção, com os milagres, a festa e a romaria ao Senhor Jesus da Piedade. Uma obra de pesquisa histórica da autoria de Tânia Morais Rico, investigadora e licenciada em História pela Universidade de Évora.

Um largo período de tempo de análise de documentos, bibliografia e outras fontes, permitiu à autora construir um texto inédito, bem estruturado e com a informação sistematizada de modo a transmitir aos leitores toda a História do Senhor Jesus da Piedade com quase 300 anos.

Um livro que foi abraçado com entusiasmo desde o início da ideia da editora, pela Confraria do Senhor Jesus da Piedade, organismo de leigos que ao longo destas centenas de anos geriu os destinos daquele Santuário e de todo o património que lhe está adjacente.

Ao texto, a editora, segundo comunicado enviado à nossa redacção, adicionou imagens, sobretudo mais antigas, que tornam o livro num objecto de culto. Segundo a editora, “fizemos questão de criar mais conteúdos para que os leitores usufruam de uma experiência multimedia muito rica, sendo possível ver vídeos e visionar mais fotografias para além daquelas que são impressas no livro”. Uma iniciativa que o responsável da editora justifica com o “aproveitamento da tecnologia disponível, colocando-a ao serviço dos leitores”. “Damos mais conteúdos pelo mesmo valor”, concluiu.

Videos e fotografias

Através da tecnologia QR Code, os leitores terão acesso muito fácil ao Booktrailer da obra, bem como ao Hino do Senhor Jesus da Piedade. O livro oferece ainda a possibilidade de visionar imagens, para lá das que estão impressas, organizadas numa galeria temática, acessível por smartphone e tablet. No livro são dadas as instruções de visionamento.

O livro

Tudo terá começado em 1736, quando o padre Manuel Antunes indo a caminho da sua horta, por duas vezes cai desastrosamente da sua montada e, vendo-se desamparado e muito combalido, arrasta-se até junto de uma cruz que assinalava naquele sítio a morte de um lavrador. Ajoelhado, pede aos Céus que o acudam e que caso consiga chegar ao seu destino, celebrará ali uma missa e mandará recuperar a cruz. Sobreviveu, e cumpriu a sua promessa.

Na cruz, mandou pintar a imagem de Cristo Crucificado, dando-lhe o nome de Senhor Jesus da Piedade. A partir deste milagre, nasce em Elvas, a maior romaria do Alentejo, assim como um dos mais bonitos Santuários do País e uma das mais prestigiadas confrarias religiosas alentejanas – a Confraria do Senhor Jesus da Piedade.

Muitos factos históricos dos séculos XVIII e XIX são explicados no livro. Os ex-votos e tudo o que lhe esteve subjacente bem como o intrincado processo de crescimento do Santuário, constituem outros dos grandes momentos da obra.

Aliada à festa religiosa, associa-se a festa profana – a Feira de São Mateus. Lado a lado, estas duas celebrações tornaram-se numa das maiores festas do concelho de Elvas e do Alto Alentejo. No final de Setembro, a cidade e as gentes, engalanam-se para esta festa, à qual acorrem desde há mais de duzentos anos as populações vizinhas do concelho (Campo Maior, Borba, Estremoz, Redondo, …) e da raia espanhola.

A autora – Tânia Morais Rico

Nasceu em Évora em 1978. Por motivos profissionais mudou-se para Elvas em 2006, onde vive atualmente exercendo funções de responsável técnica na Biblioteca e Arquivo Histórico Municipal de Elvas (Câmara Municipal de Elvas).

Licenciou-se em História, ramo de Património Cultural, na Universidade de Évora. No ano letivo de 1998/1999 foi-lhe atribuída pela mesma Universidade uma bolsa de mérito. Em 2003, concluiu, também na Universidade de Évora, a Pós-graduação em Ciências Documentais tendo ainda frequentado na mesma instituição, em 2006, o Curso de Mestrado em Arquivos, Bibliotecas e Ciências da Informação.

Vencedora do Prémio “Miguel Rovisco” atribuído pelo INATEL no concurso INATEL/Teatro-Novos Textos, no ano 2000. Em 2005, é-lhe atribuído o 1.º lugar do Prémio Literário Hernâni Cidade promovido pelo Município de Redondo. Tem artigos publicados em algumas edições científicas.

O lançamento realiza-se no terraço da Fonte da Fé, frente ao Santuário na cidade de Elvas, Património da Humanidade pela UNESCo desde 2012.

Ficha Técnica do livro

Título – Senhor Jesus da Piedade de Elvas – História de uma Devoção

Autora – Tânia Morais Rico

1ª Edição – Setembro 2018

ISBN – 978-989-54144-2-0

Editora – Booksfactory – www.booksfactory.pt

 

A empreendedora Patricia Gallo

São várias as empresas que organizam festas de aniversário ou outros eventos festivos. Mas para qualquer um fazer isso em casa nem sempre é fácil, sobretudo porque não abundam os locais onde adquirir todos os adereços que diferenciam qualquer festa.

Patricia Gallo detectou esse nicho de mercado e criou a “Fábrica das Festas”. A antiga jornalista da RTP e assessora do ex-secretário de Estado Carlos Moedas, actual Comissário Europeu, há muito que procurava um negócio focado no cliente final. Pesquisou, contactou com outros potenciais negócios mas a sua preferência foi para uma área que desde sempre lhe agradou e para a qual se sente vocacionada: os eventos. Agora, Patricia, abriu a loja “Fábrica das Festas” no Parque das Nações em Lisboa.

Entre 2011 e 2014 esteve ocupada como assessora de Carlos Moedas. Foi uma interrupção na carreira de jornalista na RTP onde esteve 25 anos. Mas o regresso como muitas vezes acontece não se concretizou. “Pensei em regressar à RTP. Mas depois percebi que talvez tivesse oportunidades noutras áreas da comunicação”, disse à “Empreendedores” a agora empresária e consultora. “Ponderei a hipótese mas depois saí depois de ter perspectivas mais concretas”, acrescentou. A empreendedora saiu do governo com a saída do Secretário de Estado que foi para Bruxelas.  Ingressou na Pyrsia, onde é consultora de comunicação acumulando com a gestão da “Fábrica”. “Avancei por aqui já que queria fazer algo diferente neste segmento dos eventos. Vendemos artigos para festas, sobretudo os destinados às crianças mas os adultos não são esquecidos. Há presentes e complementos para festas, como são, por exemplo, os balões de todas as formas, cores e feitios”, adianta Patricia, feliz com a sua nova iniciativa.

O interior da Loja das Festas

 

E a experiência? Aberta a loja há pouco mais de um ano, a antiga profissional de televisão é pragmática. “Nota-se que fazia falta um espaço comercial como este e num bairro com a dimensão do Parque das Nações. Temos muitas visitas e as pessoas voltam para comprar. E isso é muito importante porque revela interesse e confiança na marca por parte dos clientes”, realça a empresária visivelmente satisfeita e que adianta ter “pessoas que entram pela primeira vez na loja todos os dias”. Contudo, “ainda é cedo para afazer avaliações sobre os indicadores económicos”.

Patricia Gallo revela ainda que os dias mais fortes são as quintas e sextas-feiras bem como o Sábado. A isso talvez não seja alheio o facto de ser aos fins-de-semana que se realizam a maioria das festas.

Patrícia Gallo, ex-jornalista da RTP, agora empresária.

Mas neste, como noutros negócios, estar sozinho não é a melhor forma de chegar a um maior número de clientes. Daí, a “Fábrica das Festas” ter parcerias com outras marcas, nomeadamente a “Grão d’Ideias”. “Juntámos esforços. A Grão d’Ideias tem o espaço para as festas e nós fornecemos todo o tipo de adereços que sejam necessários. Fizemos o mesmo com a Betty Sugarland que é a especialista em Cake Design”. Mas no que respeita à estratégia comercial e de marketing, Patricia Gallo adiantou-nos ter ido mais longe ao “fazermos parceiras com empresas na área de influência da loja, com os CTT, colégios, entre outros, o que permite que muitos dos clientes que trabalham naqueles locais tenham descontos e outras vantagens.”

Onde fica a Fábrica das Festas: Parque das Nações (Norte) – Jardim dos Jacarandás – Alameda dos Oceanos – Lisboa

Facebook.com/fabricadasfestaslisboa

 

 

 

Vista do Rio Guadiana a partir de Juromenha, concelho do Alandroal

Alentejo. Concelho do Alandroal. Ali nasceu uma aldeia há largas centenas de anos, que os locais insistem em chamar de vila.

Abandonada, triste, deserta. Qualificativos que pertencem ao passado. Agora, Juromenha rejuvenesce, ganha dinâmica sem que encontremos uma razão clara e objectiva para isso. Nem mesmo o Alqueva justifica este súbito desenvolvimento.

Mas é isso o que está a acontecer. Jovens empresários atreveram-se e estão a investir milhares de euros naquele local. Unidades de alojamento que abrem, a restauração que oferece aos visitantes pratos alentejanos feitos como se se estivesse em casa… sim, os sabores, os aromas, e com uma paisagem e um espaço que apela aos sentidos. Saber estar, usufruir, contemplar.

Alqueva não é alheia ao que por ali se passa, dizem alguns habitantes. Mas a albufeira já encheu há alguns anos e o rio, por essa via, alargou imenso naquele local afastando as margens entre Espanha e Portugal, é certo, mas tornando bem mais agradável a paisagem que se vislumbra dos mais variados pontos.

Juromenha, tem pouco mais de 150 habitantes. Com o Rio Guadiana a seus pés, do outro lado, os verdejantes campos da vizinha Espanha clamam por maior competição. Sim, na área económica. Os espanhóis têm, aparentemente, regras menos apertadas e são mais ágeis a fazer. Basta referir que do lado de cá ainda não se conseguiu fazer uma praia fluvial e do outro lado, não só há praia como existe um clube naútico, entre outras iniciativas.

Alojamento – o maior investimento

Primeiro, começou por ser uma casa de fim-de-semana quando a comprou há seis anos. Luis Grave era o proprietário de uma das mais conhecidas pastelarias de Elvas que fica a 16 km’s de Juromenha. Depois de 19 anos no sector com fabrico próprio de pão e bolos, quis mudar. Vendeu a empresa e olhou para o crescente movimento turístico que também aquela região está a conhecer.

Luis Grave, das Casas de S. Lázaro

Contíguas àquele que era o seu espaço de descanso, estavam outras duas casas a necessitarem de reabilitação. Surgiu a oportunidade de negócio e Luis permutou essas casas com um outro imóvel que tinha em Elvas. A ideia inicial era que cada um dos seus filhos ficasse com uma habitação. Mas depois a decisão alterou-se com o acordo da família. Transformar os imóveis em alojamento local. E assim foi. Hoje, as “Casas de S. Lázaro”, assim foram baptizadas devido à localização que é conhecida por esse nome, estão quase a abrir ao público. São sete quartos no total. Mas o aluguer vai ser feito por casa. Ou seja, quem quiser passar uns dias em Juromenha, pode alugar um dos imóveis. “A ideia é que quem vier se sinta completamente em casa”, disse à “Empreendedores” Luis Grave justificando assim a decoração e o equipamento que colocou em cada uma das residências. De facto, ali não falta nada, incluindo peças artesanais que o próprio Luis construiu. Um passatempo de que não abdica já desde há muito, confessou à nossa reportagem. Conforto e tranquilidade são duas notas a reter num investimento de vários milhares de euros feito com capitais próprios.

As casas têm ainda um jardim e uma piscina que são comuns.

Domingos Coruche é outro empreendedor. Com raízes em Juromenha onde passava largos períodos da sua infância com os avós, investiu também em alojamento local. “Há muito que queria comprar uma casa cá ”, justificou. Foi em Maio de 2015 que abriu a “Casa Central” assim se chama a unidade que criou. A experiência foi tão interessante que no fim do Verão do primeiro ano de actividade, “comprei a casa da frente. E este ano propuseram-me tomar conta de um monte”. E não há mãos a medir. Clientes que telefonam, outros que partem enquanto outros estão a chegar. É preciso limpar, mudar roupas de cama e banho, entre outros afazeres próprios deste tipo de negócio.

Domingos Coruche junto da entrada de uma das suas unidades de alojamento em Juromenha

Domingos é empresário na área da topografia e infra-estruturas em Évora e divide-se, com a mulher, entre aquela cidade e a Juromenha. A segunda casa que adquiriu tem as obras concluídas e o equipamento instalado e teve os primeiros hóspedes em Agosto passado. “O que fiz foi reinvestir tudo o que ganhei”, é assim que nos explica a rapidez com que está a constituir património na família.

Na “Casa Central”, os clientes podem alugar a casa inteira que tem 4 quartos e está toda equipada ou então quarto a quarto. “ Se fôr a casa toda, que permite alojar até 9 pessoas, são 160 euros, depende da época. Os preços têm alterações em função da altura do ano”, refere o empresário, à semelhança do que se passa na generalidade da hotelaria. Os quartos oscilam entre os 35 e os 60 euros, também conforme a época. O Monte tem 3 quartos disponíveis.

Casas de Juromenha

Mas o pioneiro do alojamento naquela localidade, foi Miguel Pereira Coutinho. O empresário, ligado, também, à produção agrícola, criou há seis anos as “Casas de Juromenha”. Um pequeno empreendimento, com uma invejável localização à beira rio.

São cinco as casas para alugar mais a casa principal onde foi instalada a recepção. Posicionada num segmento mais elevado, o empreendimento tem preços que variam entre os 120 e os 165 euros por casa no verão e os 75 e 120 na época baixa. Um investimento ainda não recuperado mas que tem taxas de ocupação na ordem dos 80% na época alta e fora desta são os fins-de-semana que registam forte afluência.

A oferta de lazer, integra, além da piscina com vista para o Guadiana, passeios de cayaque e de barco e existem ainda percursos pedestres.

E são os passeios de barco, uma das actividades do casal que se lançou na exploração de um restaurante. O “Pata Larga” nasceu de uma história de amor. A chef trabalhava no Convento de S. Paulo, na Serra d’Ossa. Lá conheceu o agora marido que por lá ia fazendo passeios de barco já que aquele local é um dos braços da barragem do Alqueva.

Janete Pepe, a chef do Pata Larga

As visitas a Juromenha acabaram por os fazer decidir. O espaço estava fechado, tinha sido uma antiga tasca, e tal como muitas das casas de habitação, tudo estava ao abandono. Arriscaram e hoje o “Pata Larga” começa a ser uma referência e por isso lugar a visitar. É verdade que a oferta não é muita, há mais um restaurante no local que estava fechado quando a “Empreendedores” visitou a localidade, mas porque comida mais caseira não há. Janete Pepe e o marido mudaram-se para Juromenha e não se queixam. Até agora o negócio corre bem e até um herdeiro já nasceu em Agosto, sinal de que os ares do Rio fazem bem à alma.

A Fortaleza de Juromenha

Se é verdade que o investimento hoteleiro está em alta, incluindo o da restauração (ver sugestão de lazer), a Fortaleza de Juromenha que impera lá do alto sobre o Rio, continua abandonada e a ruir. Aquela que poderia ser uma atracção adicional para visitar a região tem um percurso de “vai não vai” que a tem deixado como está actualmente: sem futuro. Ver texto aqui.

Quando se fala na desertificação do interior, é mais correcto falar de despovoamento. É isso que tem acontecido, as populações migram à procura de modos de vida mais sustentáveis. Mas a resiliência dos que ficam ou os que descobrem outros locais e formas de vida, permitem que o denominado “interior” possa criar condições de subsistência. É verdade que os tempos são outros, a disponibilidade para viajar é maior e a procura de vivências noutros territórios, também contribuiu para este desejado crescimento. As unidades de alojamento que referimos nesta peça já criaram postos de trabalho. E tudo aponta para que não fiquem por aqui.

Contactos

Casas de S. Lázaro – telefone 96.870 91 28

Casa Central – telefone 969 856 922 – facebook.com/casacentral20

 

 

 

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Há lições quando se falha

As lições quando se falha

Hoje pegamos num exemplo de projecto na área da agricultura biológica porque ele é demonstrativo daquilo que deve e pode ser o espírito empreendedor. Ter sucesso é aquilo que todos desejamos quando nos lançamos num projecto. Mas sabemos sempre que falhar, mesmo não sendo uma opção, pode acontecer. Decidimos publicar o texto que se segue, que é público, porque ele contém ensinamentos que podem ser muito úteis a quem se queira dedicar a uma iniciativa nesta área. Mas sobretudo pela generosidade que demonstram quer a Filipa quer o Telmo, ao partilharem aquilo que foi o seu percurso, os seus anseios, expectativas e erros durante o tempo em que decorreu o “Casal Hortelão”, em Sintra. É uma lição de empreendedores para empreendedores. Obrigado a ambos.

Se nos quiser enviar a sua história, seja ela de sucesso ou não,  entre na área “A Minha História” e use o formulário. Pode anexar fotografias e vídeos.

 

“Este será o último post do Casal Hortelão. O casal continua, a família continua mas o negócio, a empresa, essa terminou. Não chegámos a publicar muitos posts que achámos interessantes sobre técnicas, ferramentas e experiências, por vezes por falta de tempo outras vezes por falta de motivação para o fazer.

A verdade é que desde que abrimos a empresa em 2011 aprendemos imenso sobre ter um negócio, as coisas boas e as coisas difíceis. E se tivessemos hoje a energia que tinhamos há cinco anos atrás, com a experiência e aprendizagem que temos na bagagem, tenho a certeza de que conseguiríamos dar a volta e pôr o Casal Hortelão de novo a funcionar. Mas para se levar um negócio próprio para a frente a energia é imprescindível e nós atingimos um ponto de “burnout”, a expressão em inglês que é a que melhor define o nosso cansaço e exaustão neste momento. Por isso decidimos parar por agora, refazer o plano com calma nos próximos anos, fazer as pazes com o negócio agrícola, cuidar da nossa família que entretanto cresceu, e um dia, quem sabe, começar de novo.

Mas não nos queríamos despedir de todos os que nos seguiram ao longo destes anos, os amigos, os clientes, sem ao menos tirar alguma coisa boa disto tudo. Por isso decidimos compilar neste post os principais erros e as principais lições que tiramos deste projeto, e deixar alguns conselhos a quem está a começar ou a pensar começar um negócio de agricultura biológica em Portugal.

Por nenhuma ordem em particular, os principais erros e dificuldades:

  • A nossa horta estava localizada num terreno alugado, e apesar de não ser algo que impede o negócio a verdade é que acaba por restringir as opções e a liberdade, principalmente se não for possível viver lá. A logística tornou-se complicada e fomos por várias vezes assaltados.
  • Outra dificuldade que tivemos e que tentámos ignorar foi estarmos os dois em part-time ou apenas um de nós a tempo inteiro dedicados ao negócio.
  • Achámos que íamos conseguir fazer tudo sozinhos, os dois: site de raíz, cartões de visita, instalação da rega, mercados, preparação de cabazes, entregas, sementeiras, plantações, limpeza de ervas, colocação de plásticos, estacas, registos, regas, reparações, telefonemas e emails, fornecedores…
  • Demos alguns passos maiores que as pernas – estar em dois mercados e fazer entregas 3 dias por semana tirou-nos horas de trabalho na horta, horas de vida em família e energia, e sem render tanto como seria de esperar.
  • O termos aberto atividade como empresa foi sem dúvida um erro – queríamos fazer tudo certinho e partilhar o projeto entre os dois, mas para começar, sem experiência e sem muitos recursos financeiros deveríamos ter aberto atividade como agricultores até conseguirmos ter um rendimento estável e que justificasse as elevadas despesas de uma empresa.
  • Começar a distribuir produtos de outros produtores, em pequena escala não compensa. As margens são muito baixas e quando se encomendam pequenas quantidades os fornecedores não entregam, por isso perdemos muitas horas e tivemos muitos custos com combustível a ir de fornecedor em fornecedor. Além disso, assistimos ao fenómeno de perda de clientes que deixaram de nos comprar porque se identificavam com o projeto “Casal Hortelão”, que não fazia sentido enquanto mero distribuidor.
  • Estivemos cinco anos a dizer que precisavamos de equipamentos e infraestruturas adequadas à nossa escala e às nossas tarefas diárias. Se é verdade que se calhar um tractor não era imprescindível, também não fazia sentido prepararmos 20 camalhões com uma moto-enxada ao longo de uma semana – para além de muito mais demorado, o esforço físico era enorme e a eficiência muito reduzida. Teria valido a pena investir numa moto-cultivadora ou então num mini-tractor logo de início com alfaias adequadas. Nunca construímos um armazém, uma zona de lavagem ou para as sementeiras. Tudo infra-estruturas que nos teriam facilitado muito a vida e aumentado exponencialmente a eficiência e o rendimento das horas de trabalho.

As lições que tirámos foram muitas, e se pudessemos voltar ao passado e dar alguns conselhos àqueles dois jovens cheios de vontade de ser agricultores e mudar o mundo diríamos:

  1. Não tenham pressa em abrir uma empresa. Os custos são enormes: o contabilista técnico oficial de contas, os impostos, os pagamentos especiais por conta. E se forem empregados da empresa ainda há os salários e os custos com a Segurança Social… se não fizerem determinados mínimos por mês vão-se ver rapidamente aflitos para pagar as contas.
  2. Façam um plano de negócios completo e sólido. E quando chegarem à parte difícil das contas peçam ajuda! É mesmo importante saber de onde vem o dinheiro, para onde ele vai, quando vão atingir o break even. É também uma carta na manga quando e se precisarem de pedir financiamento a um banco ou apoios para o vosso projeto.
  3. Definam bem o que querem do vosso projeto. Definir bem o nicho (quem são os vossos clientes) e dediquem-se a eles. Se a escala é pequena, mantenham-se pequenos mas tornem-se nos melhores, produzam vegetais de alta qualidade, é isso que vos vai dar nome e respeito. Se acharem melhor especializarem-se, façam-no e sejam os melhores.
  4. Mantenham-se fiéis aos vossos valores e princípios. Se forem bons, consistentes, transparentes e não se deixarem distrair por pressões externas sobre como produzir ou como vender, serão melhores no que fazem e a longo prazo mais sustentável será o vosso negócio.
  5. Invistam sabiamente e a pensar no longo prazo. Mais uma vez, invistam em tudo o que traga eficiência e acrescente valor ao negócio. Se um mini-tractor com as alfaias certas permitir preparar um bloco numa hora em vez de um dia à mão isso traduz-se em mais energia e mais horas disponíveis para outros trabalhos na horta ou para estudar ou melhorar sistemas. Uma caixa para sementeiras semi-automática; uma zona de lavagem e preparação dos vegetais; um armazém para guardar alfaias, ferramentas e fatores de produção a salvo de ladrões e ratos; uma mini-câmara de frio para guardar as colheitas da véspera do mercado, ou produtos como courgette que tem de se apanhar todos os dias mesmo que não se vendam logo; são tudo investimentos que podem parecer elevados mas que a longo prazo melhoram a eficiência, o rendimento, a energia do agricultor.
  6. Peçam ajuda! Duas pessoas para cuidar de meio hectare pode ser o suficiente se ambos trabalharem o dia inteiro em full-time mas e as restantes facetas do negócio? Se o que gostam é de ter as mãos na terra não queiram ser contabilistas, vendedores, angariadores de clientes, web designers, fotógrafos, criadores de receitas, costureiros, serralheiros, motoristas/distribuidores, gestores. Não quer dizer que não possam meter a mão numa ou mais destas atividades pontualmente mas para serem bons a produzir têm de se dedicar à produção. Por isso não se distraiam da produção e peçam ajuda a quem é especialista em determinadas áreas. Contratem alguém para trabalhar na horta se for necessário e aceitem trabalho voluntário permanente/prolongado – toda a ajuda é pouca e a verdade é que as pessoas gostam de o fazer.
  7. Dito isto, pedir ajuda aos amigos é ótimo mas sempre que possível mantenham a contratação de trabalhos vitais para o negócio fora das amizades. Deixem que os amigos ajudem com tarefas e trabalhos assessórios mas que são sempre uma boa desculpa para reuniões animadas, como montar um barracão ou uma mini-estufa, pinturas, etc.
  8. E finalmente não guardem para vocês a vossa experiência, seja ela boa ou má porque vão certamente ajudar muitos que tentam trilhar os mesmos caminhos. Desde o início que apostámos na divulgação e isso terá sido talvez a coisa mais positiva da forma como gerimos o nosso projeto. Quando começámos todos pareciam esconder para si o segredo do negócio e tivemos imensa dificuldade em encontrar informação, por isso definimos logo que iriamos partilhar tudo com quem encontrasse o nosso site ou o nosso blogue, ou os nossos clientes. Pedimos que façam o mesmo – divulguem este post, divulguem as vossas experiências com a agricultura, as dificuldades e as coisas boas.

Obrigada por estarem connosco nestes últimos anos!”

Telmo e Filipa

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Rato Nunes do Politécnico de Portalegre

“Pedra Risca Limousine” foi o projeto vencedor da edição deste ano do Poliempreende regional e irá representar o Politécnico de Portalegre no concurso nacional, que está a decorrer este mês de Setembro, na capital de distrito do Alto Alentejo.
As apresentações decorreram em Julho nas instalações da BioBIP em Portalegre e tiveram, cada uma delas,  a duração de 10 minutos, seguindo-se um período de discussão do projeto.
No júri presidido Luís Loures, Vice-Presidente do Politécnico de Portalegre estiveram ainda presentes Maria Luís Rodolfo, representante da Caixa Geral de Depósitos; Rui Perestrelo pelo Núcleo Empresarial da Região de Portalegre – Associação Empresarial; João Realinho, em representação do Instituto do Emprego e Formação Profissional; Manuel Belo pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e Artur Romão pelo Gabinete do Empreendedorismo e Emprego do Politécnico de Portalegre, unidade organizadora do concurso.
Após apresentação e discussão dos projetos a concurso, o júri procedeu à análise, discussão e avaliação das candidaturas, tendo por base grelhas de avaliação.

Classificação final:
1º classificado – Pedra Risca Limousine de João Amado, estudante de Agronomia da Escola Superior Agrária de Elvas;
2º classificado – Home Vegetable Garden de Rita Ferreira e Cátia Bonacho, estudantes de Agronomia da Escola Superior Agrária de Elvas;
3º classificado – AlenTrekk de Rui Choças, estudante de Gestão de PME na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e Patrícia Félix, diplomada em Assessoria de Administração pelo mesmo estabelecimento de ensino.
Todos os restantes projetos ficaram em 4º lugar.
O projeto vencedor é premiado com 2.000€, o 2º classificado recebe 1.500€ e serão entregues 1.000€ ao projeto que ficou em 3º lugar. Além dos prémios monetários, os 3 primeiros classificados recebem ainda 3 meses de incubação gratuita na BioBIP.

O Poliempreende é uma atividade da rede de instituições de ensino superior (Institutos Politécnicos, escolas superiores não integradas e escolas politécnicas das universidades), que surgiu em 2003.
Esta é uma iniciativa que visa, através de um concurso de ideias e de planos de negócios, avaliar e premiar projetos desenvolvidos e apresentados por alunos, diplomados ou docentes destas instituições, ou outras pessoas, desde que integrem equipas constituídas por estudantes e/ou diplomados.
O objetivo é fomentar uma cultura empreendedora e que impulsione o desenvolvimento de competências por parte dos estudantes, estimulando o empreendedorismo e proporcionando saídas profissionais através da criação do próprio emprego.

Mais informações: http://www.poliempreende.comhttp://gee.ipportalegre.pt

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Inovação
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Eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor

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